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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Amantes

Marcos Maia

No meio da madrugada eu sinto frio
ou me queimo no calor de teus desejos.
Se só, eu me reclamo sem seus beijos,
à noite me deparo em calafrio.

A vida é mesmo assim, nela me crio
faço caminhos e neles me entrevejo
e vou seguindo nesse meu cortejo
te procurando num mundo sombrio.

Mas se te encontro, a coisa é diferente,
coração pulsa num desejar ardente,
somos desejo, volúpia, fervor...

E o frio torna uma ternura infinda,
amantes numa noite muito linda
e inesquecível, depois de tanto amor.

Atraído

Marcos Maia

Sou pólo positivo ou negativo,
não bem deles, mas sei da atração
que me persegue e que me dá razão
mas sei que nesse imã é que convivo.

Na minha estrada existe o atrativo
de ser querido, (muita convicção)
mas certamente a minha diversão
é ser audaz e muito criativo.

Se não me ama, eu acho outra maneira,
se não quiser, levo na brincadeira
se é pra ficar eu fico, sem problema

O certo é que disponho meu carinho
e faço o que vier pelo caminho
e se me desafiar, faço um poema.

Ser Poeta

Marcos Maia

Ser poeta é fazer da vida um verso,
é caçar seus amores do seu jeito.
É enxergar que o amor não tem defeito 
e pintar de outra cor todo o universo.

Ser poeta é viver o adverso
sem fingir, sem fugir, sem preconceitos.
É lutar por seus sonhos, seus conceitos,
não calar, não viver no submerso.

Ser poeta é ficar em outra esfera,
é cumprir o papel que lhe espera
e gravar em poesia o sentimento.

É um anjo de paz, um sonhador
que no solo da vida planta o amor
pra o leitor consumir como alimento.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Velhas Rotas

Marcos Maia

Fui plantador de sonhos, vida a fora,
com a ânsia de viver mil fantasias.
Vivi no mundo fazendo alegorias
que a juventude impulsiona, aflora.

Criei problemas; conceitos de outrora,
mas mesmo assim, vivi em harmonia.
O risco era demais; paixão fluía,
amando plenamente até agora.

E no andar da vida, o sentimento
gravou cada lugar, cada momento
como num filme. E esse é meu troféu!

Hoje mais calmo, cabelos já grisalhos,
às vezes fujo em busca dos atalhos
nas velhas rotas que o amor me deu.